A banda mexicana Maná fez nos dias 4 e 5 de junho em São Paulo dois shows pela turnê de lançamento de seu último CD/DVD “Arde El Cielo”, gravado ao vivo em Porto Rico em março do ano passado e lançado no último dia 29 de março. O grupo conseguiu fazer com que o público brasileiro lotasse a apresentação no Credicard Hall e entoasse sucessos como “Vivir Sin Aire” e “Labios Compartidos”.

Os mexicanos, que já estão na estrada há quase 30 anos, são uma exceção na música latino-americana, pois trata-se de uns dos poucos artistas que cantam em espanhol e conseguiram fazer sucesso em países como o Brasil, que sempre tiveram resistência a músicas cantadas nesse idioma. Sua mistura de pop rock com ritmos latinos, com refrões marcantes e melodia bem construída fez com que os brasileiros se rendessem à música hispânica.

Outros artistas já fizeram sucesso no Brasil cantando no idioma predominante na América Latina. Entre eles a colombiana Shakira e o porto-riquenho Rick Martin, porém estes “americanizaram” suas carreiras e abandonaram o idioma natal, sendo o inlglês a língua predominante em seus sucessos de tempos pra cá. Ao contrário deles, o Maná começou a carreira cantando em inglês, mas preferiu manter suas origens adotando o espanhol para cantar suas músicas, decisão que mantém até hoje e faz parte da originalidade da banda.

O apego e o respeito à cultura mexicana e hispânica de uma forma geral sempre foram uma característica marcante do conjunto, estando inclusive presente nos arranjos e em boa parte das letras da banda. Outra característica é a preocupação social de seu vocalista Fher Olvera, também presente nas letras. Fher é muito comparado com Bono Vox por seu ativismo. Entre outras ações, o grupo criou uma ONG para proteger os ecossistemas na América, declarou apoio a causa da independência de Porto Rico, criticou diversas vezes o ex-presidente mexicano Vicente Fox por suas políticas, além de terem dedicado uma canção, “Cuando Los Ángeles Lloran”, ao seringueiro brasileiro Chico Mendes, morto em 1988 e mártir da luta ambiental no mundo todo.

Toda essa dedicação a causas políticas e ambientais sempre foi muito criticada como sendo hipocrisia, como acontece com toda artista pop envolvido nisso, afinal querendo ou não o Maná é uma banda comercial e faz parte do establishment do capitalismo.

Apesar de tudo isso, é atualmente a banda latina de maior sucesso no mundo, com mais de 20 milhões de discos vendidos. Seu sucesso é estrondoso também nos EUA, onde atinge boa parte do público latino.

Seus últimos discos tem feito sucesso semelhante aos discos mais antigos e clássicos da banda, o que mostra a regularidade do grupo. É verdade que foram feitas poucas inovações no estilo musical da banda desde o seu começo, mas isso em parte explica a fidelidade de seus fãs e o sucesso constante por mais de 20 anos. O último DVD “Arde El Cielo”, vem para comprovar essa tese, já que a turnê de lançamento está tendo grande êxito até aqui, e os números de vendagem vêm surpreendendo em tempos de pirataria e MP3.

A realidade é o que o Maná, apesar de pra muitos ser apenas mais uma banda pop, é de fato um fenômeno mercadológico. Pouquíssimos artistas de origem latina, e principalmente mexicana, conseguem chegar ao patamar que o Maná chegou, e isso já dá a eles o mérito por tudo isso. Afinal, chegar no Brasil cantando em espanhol e ainda assim lotar uma apresentação de fãs insandecidos, como o Maná fez, é um feito digno de admiração.

 

Por Gabriel Gama e Leandro Miranda

Por Gustavo Antonio e Gustavo Jreige

Soda Stereo, um dos grupos de rock mais famosos da Argentina, retomou a carreira depois de 10 anos – e já se separaram novamente. Foi um sucesso em toda a América Latina, mas o Brasil sequer ouviu seu som cheio de gás.

Os Paralamas do Sucesso cantaram, o Capital Inicial também e você certamente já ouviu alguma vez o refrão “Naquele amor / A sua maneira / Perdendo o meu tempo / A noite inteira…”. Agora, o nome Soda Stereo faz você lembrar de algo?
 

 
Acalme-se, caro leitor. Não, não é uma mistura de bandas musicais com marcas de refrigerantes. O Soda Stereo é um dos grupos de rock mais famosos da Argentina e fez um retorno relâmpago e de grande sucesso ao cenário musical em 2007.
 
O trio formado por Gustavo Cerati (voz e guitarra), Zeta Bosio (guitarra) e Charly Alberti (bateria) havia se separado em 1997 depois de sete álbuns de estúdio e três ao vivo lançados e 15 anos ininterruptos de sucesso.

Para se ter uma idéia da importância do Soda Stereo, o grupo representaria, na Agentina, o que Paralamas do Sucesso e Titãs significaram para o rock brasileiro nos anos 80.
 
Por isso, quando foi anunciada a volta da banda em 19 de junho de 2007, a empolgação tomou conta dos hermanos. Em suas 22 apresentações pela América Latina na turnê de retorno, intitulada “Me verás volver”, foram vendidos mais de um milhão de ingressos. Seus shows, no estádio do River Plate, atraíam mais espectadores do que as exibições de The Police e dos Rolling Stones no país.
 
\"Me Veras Volver\", último álbum do Soda Stereo / Link para a discografia do grupo

A volta do trio também foi aclamada pela crítica, recebendo destaque até mesmo da versão latino-americana da revista Rolling Stone – a mais importante do gênero. Acha pouco? Então que tal ser recebido pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner? O encontro aconteceu pouco antes do último show do grupo, no estádio El Monumental, e durou cerca de quarenta minutos.
 
Influenciados por grupos como The Police e Television, o trio iniciou a carreira em 1982 e desde então se tornou um dos grupos mais populares da Argentina e da América Latina (com exceção do Brasil).
 
Álbuns de sucesso não faltaram, como “Doble Vida”, que contou com a produção artística de Carlos Alomar, guitarrista que trabalhou com John Lennon, Paul Mcartney e David Bowie; o acústico “Comfort e Música para Vollar”, além de “Cáncion Animal” e “Signos”, ambos integrantes dos 100 melhores discos argentinos de rock, segundo eleição da Rolling Stone.
 
Apesar de tamanho sucesso, como acontece com a maioria dos grupos da América Espanhola, o Soda Stereo nunca conseguiu emplacar “hits” no Brasil. Poucos brasileiros conhecem o som destes argentinos - o mais perto que o trio esteve do país foi com a regravação de uma de suas canções mais conhecidas, “De música ligera“, pelos Paralamas do Sucesso, no álbum “Nove Luas”, de 1996, e pelo Capital Inicial, no disco “Rosas e Vinho Tinto”, de 2001, que recebeu o título de “A sua maneira”. Sim, é dessa canção que você conhece o refrão que abre esta matéria.

 
 
Em setembro de 1997, devido a problemas internos, os três integrantes se separaram e partiram para carreiras solo. Contudo, depois de dez anos e muitos pedidos de fãs, Gustavo, Zeta e Charly se reuniram para uma derradeira turnê.

Ao total, foram 22 shows em nove países ao redor da América Latina, quase sempre com lotação esgotada. Em 21 de dezembro de 2007, assim como na despedida de dez anos atrás, o Soda Stereo se apresentou em um Monumental de Nuñes (estádio do River Plate) lotado.

O Brasil, que sempre ignorou a música desse consagrado grupo, não recebeu sua visita. E nem receberá: Os integrantes do Soda Stereo afirmam que aquele foi o último show da história do trio. Será que dessa vez é para valer?

Miranda! é uma banda pop argentina e já são comparados com grandes nomes da música do país no estilo. Além disso, tem feito muito sucesso internacionalmente, principalmente no México, Chile, Colômbia e República Dominica.

No Brasil, vocês podem escutar o som deles no intervalo da programação da Sony e na abertura da novela Lalola – Sim, aquela que passa no SBT. As músicas da banda têm umas letras bonitinhas, mas os clipes não tem muito a ver com o que a letra fala. Eu acho os clipes divertidos.

O clipe que eu to postando é da música Don,  gravada em 2005, no primeiro álbum com a gravadora Pelo Music. A canção projetou a Miranda! por causa de uma metonímia da letra com a palavra solo e Lolo – Lolo é o guitarrista da banda.

Acho que é isso, pessoal.

Beijo

Quem diria, o maior astro do iê-iê-iê e o fundador do Tropicalismo cantando juntos e baixinho!

Pois é. Roberto Carlos e Caetano Veloso farão três shows juntos em homenagem a Tom Jobim. As apresentações fazem parte da celebração dos 50 anos da Bossa Nova, realizada pelo programa Itaúbrasil, do banco Itaú. Além do dueto de Roberto e Caetano, a celebração contará com uma turnê de Miúcha, importante cantora da Bossa Nova, e o retorno de João Gilberto, fundador do movimento, aos palcos brasileiros. A parceria entre o rei e o compositor baiano não é inédita, pois os dois já cantaram juntos. Em 1975, a dupla cantou a música “Como dois e dois”, composta por Caetano, especialmente, para Roberto Carlos no especial de fim de ano. No entanto, esta será a primeira vez que os dois dividirão o palco.

A apresentação terá Monique e Felipe Hirsch como diretores gerais, Daniela Thomas como cenógrafa e Jaques Morelenbaum como diretor musical. Durante o show, Caetano e Roberto dividirão o palco com uma orquestra de 30 músicos e Daniel Jobim, neto do homenageado. O repertório ainda não foi definido, mas os organizadores sugerem “Eu sei que vou te amar”, “Por causa de você” e “Lígia”, que Roberto gravou com Tom. Os shows acontecerão no Rio de Janeiro, em única apresentação, e em São Paulo. No Rio, o dueto se apresentará no Teatro Municipal, no dia 15 de gosto, e em São Paulo, no Auditório do Ibirapuera, nos dias 25 e 26 de agosto. Os ingressos ainda não estão a venda.

Assista ao vídeo de Roberto e Caetano cantando “Como dois e dois”: 

Mais maduros, The Fratellis apostam no sucesso do álbum anterior e lançam Here we Stand

 

Se você é daqueles que só ouvem rádio o dia todo, é pouco provável que conheça The Fratellis. O trio escocês de rock alternativo começou a carreira em Glasgow em 2005, e já fez fama internacional, sem tocar em praticamente nenhuma rádio brasileira. A banda faz parte do grupo de músicos que tem feito sucesso através da internet, em sites como o MySpace e o Last.fm.

 

Em 2007, Jon, Barry e Mince ganharam milhares de fãs e venderam mais de um milhão de CDs com Costello Music, de estilo único, batidas marcantes e letras inteligentes. Agora, é a vez de Here we Stand. O novo disco deve chegar às lojas no próximo dia 10, mas os mais apressados já podem ouvir as canções no MySpace, ou fazer o download através da internet.

 

Mais madura, a banda aposta em hits mais sérios e menos “brincalhões”; mas não perde a identidade. Basta ouvir um verso do primeiro single, Mistress Mabel, para reconhecer a inconfundível voz de Jon Fratelli. E, mesmo com um ano a mais de estrada, músicas como My Friend John e Tell me a Lie lembram a animação do primeiro disco.

 

Desafio lançado, os músicos procuram bater a vendagem do primeiro álbum e conquistar mais fãs fora da Europa, onde fizeram nome. Em release no site da banda, Jon diz que a música, algumas vezes, define o artista. “Eu gostaria que a música que nós fazemos nos definisse”, completa. Pode acreditar, Jon, ela define.

 

Assista aqui ao primeiro single, Mistress Mabel:

 

 

 

Gostou? Ouça mais:

www.thefratellis.com

www.myspace.com/littlebabyfratelli

 

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